"Não entendo nada, falar consigo é o mesmo que ter caído num labirinto sem portas, Ora aí está uma excelente definição da vida, Você não é a vida, Sou muito menos complicada que ela.”
Vinha de um mundo Sonoro, nítido e denso. E agora o mar o guarda no seu fundo Silencioso e suspenso.
É um esqueleto branco o capitão, Branco como as areias, Tem duas conchas na mão Tem algas em vez de veias E uma medusa em vez de coração.
Em seu redor as grutas de mil cores Tomam formas incertas quase ausentes E a cor das águas toma a cor das flores E os animais são mudos, transparentes.
E os corpos espalhados nas areias Tremem à passagem das sereias, As sereias leves dos cabelos roxos Que têm olhos vagos e ausentes E verdes como os olhos de videntes
Depuis huit jours j' avais déchiré mes bottines
Aux cailloux des chemins. J' entrais à Charleroi.
— Au Cabaret-Vert: je demandai des tartines
De beurre et du jambon qui fût à moitié froid.
Bienhereux, j' allongeai les jambes sous la table
Verte: je contemplai les sujets très naifs
De la tapisserie. — Et ce fut adorable
Quand la fille aux tétons énormes, aux yeux vifs,
— Celle-là! ce n' est pas un baiser qui l' épeure!
Rieuse, m' apporta des tartines de beurre,
Du jambon tiède, dans un plat colorié,
Du jambon rose et blanc parfumé d' une gousse
D' ail — et m' emplit la chope immense, avec sa mousse
Que dorait un rayon de soleil arriéré.
Octobre 1870
Un coin de table(Um canto de mesa), Henri Fantin-Latour, 1872.
Sentados, a partir da esquerda, os poetas simbolistas Paul Verlaine (1844–1896) e
Arthur Rimbaud (1854–1891) – Musée d'Orsay, Paris.
C'est où ?As duas lojas de rua no coração de Saint-Germain-des-Prés .O primeiro clássico, é um bazar envolvendo grandes nomes da "haute couture", sapatos de Yves Saint-Laurent ,Hermes ou Dior. Basta ir além, o espírito é maior com peças de Girbaud, Gaultier, Yamamoto, Miyaké...
O texto literário continuará existindo daqui a 1200 anos. Ele não morre, porque se ele morrer o mundo começará a morrer junto. (Nelson Rodrigues)
“Protesto, em nome da família brasileira!” O grito solitário, mas representativo de muitas indignações dos conservadores na época, saiu da platéia de “Beijo no Asfalto”, de 1961. Era contra Nelson Rodrigues, considerado maldito e pornográfico por muitos.